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Testando “gunzeiras” praia do Cardoso – Farol de Santa Marta

Testando as “bixiguns”.

Ja faz uns 5 anos que venho na batida de fazer prancha grande aqui no Brasil para levar para a temporada havaiana  e minha pista de testes é a Laje da Jagua, em Jaguaruna e a Praia do Cardoso, no Farol de Santa Marta/Laguna. Na segunda semana do mês de agosto um big swell atingiu em cheio a costa catarinense e pra quem queria testar “gunzeiras” e  pranchas de tow-in, foi uma oportunidade mais que perfeita.

O anúncio desta ondulação deixou todos os surfistas em alerta e era a vez de testar minha nova 10’4”, cujo foi feita também para a possível realização do Mormaii Big Wave Challange, que teve sua confirmação e janela do período de espera aberto no último dia 8 de agosto. Por falta de tempo para convocar os competidores alguns estavam em outros países e não chegariam a tempo, o pessoal que organiza o evento decidiu fazer no big swell um treino diferenciado, incluindo uma transmissão ao vivo em parceria com a Wave Data pelo facebook da Mormaii e site Waves, coordenada por Fred Leite. O aparato de logística preparado pela turma da Atow-Inj e ASTFSM para o dia deixou a turma mais tranquila para encarar as morras que varriam a baia do Cardoso com ondas entre 10 a 15 pés, com series maiores. Várias duplas de tow in desciam as ladeiras quando fui atras de realizar meu o meu objetivo, que seria a remada.

Ao tentar entrar no mar com o Big Rider Fabiano Tissot, vimos o quanto estava difícil varar a arrebentação, ja que mesmo no grande canal do Cardoso as series não paravam de entrar. Algumas tentativas e arrastos, fiquei foi feliz quando o Thiago Jacaré apareceu pra me dar uma bela de uma carona. Não demorou pra que eu pegasse uma grande que veio para a direita. Pura adrenalina e diversão, parecia um Sunsetão, era Hawaii no Brasil. Não estava no centro da parede, mas dropar ao lado do lip virando foi delicioso. Essa nova 10’4” foi feita com um out line diferente, mais estreita, com mais área de bico e com uma rabeta swallow mais fina e com uma leve inclinação “vêzada” . Em uma tentativa de deixar ela também com mais flutuação, deixei o deck quase flat com um caimento de borda no estilo “box deitada”,aproximando-se de deck’s de pranchas old school. No início deu trabalho pra pegar o equilíbrio da remada por ser diferente dos “dome-decks “ das pranchas que normalmente uso e até por que também ja fazia um tempo que não surfava de “gunzeira”,mas aos poucos fui encaixando e logo após a primeira onda já estava na beira da praia com uma galera amarradona pela ação.O dia estava intenso, peguei mais umas 6,8 ondas em caídas destintas e tive a sorte de escapar de tomar na cabeça uma serie gigante graças a um brother cujo acabei sem saber seu nome, ter me levado de volta ao out side no jet. Recém tinha sido engolido por talvez a maior onda que surfei no Brasil e estava zonzo quando pedi pra que ele me deixasse alem da zona do line up. Pura sorte, fiquei aliviado. No vai e vem, surfei umas 5 ondas também no tow in, sendo puxado por Thiago Jacaré, que anteriormente ja tinha surfado altas ondas sendo puxado por João Baiuka. Comecei de leve nesse nogócio de Tow In faz pouco tempo e para este dia de ventos fortíssimos acabei testando uma prancha 5’10” do amigo Jorge Parcelli por se tratar de uma com mais peso que a minha. Fiz curvas muito divertidas, atingindo alta velocidade e ao final do dia estava exausto. No dia seguinte o mar havia baixado e o vento aumentado ainda mais. Aproveitei pra focar no tow In com a minha própria prancha  5’7” quadri-quilhas, que mesmo menos pesada, funcionou muito bem  nos requisitos velocidade e maleabilidade. Enfim, a session foi ótima  pra fazer uma análise de que tinha dado pra surfar com ela no dia maior e a partir disto ja fui para sala de shape fazer novos modelos e experimentos.

Aguardem novidades.

Por Fabio Gouveia.