Minha História

Shape minha segunda paixão dentro do surf.

Minha História

Primeiro são as ondas, é claro. Depois são os shapes, pois sem a prancha de surf não poderia surfar em pé. Quando comecei a pegar ondas no verão de 82, já era fissurado pelo surf. Acompanhava raras aparições na TV ou quando via fotos nas extintas Brasil Surf, Revista Visual e Visual Esportivo, do amigo Ruy – vizinho que andava de sk8. Na época, as revistas especializadas incluíam surf, wind surf, vôo livre, bicicross e sk8.

O verão de 82 coincidiu com minha mudança de um bairro na cidade para a praia do Bessa, em João Pessoa, onde comecei a surfar com pranchas da marca Guarujá. Por ser de isopor, surfar sem camiseta era um martírio, pois em apenas alguns minutos ficava com a pele muito irritada.

Os experimentos começaram ali, com uma pintura de tinta a base de óleo (para que ficasse mais lisa para não assar a pele). Logo, descobri que na parte debaixo dava muito mais velocidade a prancha, já que o isopor tinha muito atrito com a água.

Um copinho para o estrepe de fio de varal (nylon) com perneira de meia “soquete” foi providenciado com uma tampinha de garrafa de detergente e, tanto esse quanto o barbante amarrado em furo na própria quilha, não seguraram.

Pior, acabaram por detonar a estrutura da prancha que depois de um curto período partiu ao meio. A divisão da prancha logo deu origem a duas pranchas para pegar “jacaré”, com direito a um novo “outline” em ambas extremidades avariadas. Quando a primeira prancha de fibra chegou em minhas mãos, que aliás era da marca Girassol, se tratava de uma biquilha.

Com a quebra de uma das quilhas, ela acabou virando uma monoquilha a base de muita porrada de martelo para que fosse removida e centralizada ao meio com cola “arauditi”. A rabeta que era round pin, depois de alguns quebrados deu lugar a uma swallow, feita com uma serra de cortar pão.

A essas alturas a brincadeira começava a custar caro e a solução foi confeccionar miniaturas de pranchas em chaveiro e vender na escola para os amigos para que com ajuda dos meus pais, comprasse uma prancha melhorzinha. Nesta mesma época participei do meu primeiro evento e ao conseguir um apoio da pranchas Swell Lines, de Paulo Bala, comecei no mundo da fabricação de pranchas. Isso já em 84/85, com uns 15 anos de idade. Lá aprendi a trabalhar com resina e fibra de vidro e logo estava consertando pranchas e lixando algumas que saíam da fábrica, incluindo as que também saíam pra mim. Quando não fazia mais parte da Swell, montei minha própria oficina de consertos na garagem da casa de meus pais e alí estava lançada a vontade de dar formas em pranchas, mesmo que fossem reparos.

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